Carta ao Presidente (16/05/04)
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Bom Dia Sr. Presidente,
Espero que o sr. tenha um grande dia.
Eu estou em dúvida com relação ao meu dia, pois, estou um pouco deprimido, com dificuldade de enxergar um pouco mais longe, não somente pela minha dificuldade ocular, mas, muito mais pela visão econômica e social. Pensei que era somente eu que estava com este sentimento, até preferiria que fosse, mas, tem muita gente assim sr. Presidente; é a tal da falta de perspectiva.
Sabe sr. Presidente, estou muito preocupado...
Há alguns dias passados assisti a uma comparação de épocas e discursos de seus companheiros e oponentes, então observei o que não queria que acontecesse; o discurso dos que representam a situação hoje é igual ao que afirmavam os que fazem a oposição, e assim vice e versa.
O que me permite interpretar que nada mudou ou mudará e, sem qualquer exagero, acredito que piorou.
Nunca fui militante de esquerda ou de direita, cada vez mais me constranjo em discutir política.
Fala-se da banda podre da polícia ! e a banda podre da justiça, e a da política ? O QUE ESTÁ SENDO FEITO EFETIVAMENTE PARA MUDAR, PELO MENOS A MORAL DOS QUE NOS DÃO SEGURANÇA, DOS QUE NOS GOVERNAM E REPRESENTAM ?
Desculpe-me sr. Presidente, não gosto de estabelecer comparações, porém, preciso perguntar (repito, nunca fui militante de esquerda ou de direita): onde está o nosso PND (traduzindo: Plano Nacional de Desenvolvimento), no Governo Militar tinha ! Não quero discutir nem se funcionava, pois, não podíamos questionar caso não desse certo...; mas., que tinha, tinha. Podíamos ao menos ter uma idéia no que investir, quanto poderíamos consumir, como empreendedores, de energia elétrica. Sabíamos qual a região do País que seria beneficiada com determinados recursos...
Sr. Presidente estas informações existem ? Se existem, por favor divulgue, publique nos jornais, exponha em toda a mídia, imprima e distribua nas Federações das Indústrias e Comércio, faça chegar as mãos daqueles que querem investir. Talvez isto possa ajudar a disponibilidade de novas vagas.
Sr. Presidente, a equação econômica está errada. Quanto maior for a carga tributária, mais os empresários ajustarão os custos e despesas para poder manter o índice de retorno sobre o investimento; e isto passa, inevitavelmente, pela mão de obra. Será possível que os seus “gurus” não conseguem entender isto ???
Vou tentar dar um exemplo, com algumas perguntas:
“Quantos cortadores de cana de açúcar estavam empregados no corte a 10 anos atrás, e quantos tem hoje ? Quantas fazendas de cana de açúcar mecanizaram o corte neste período ?”
Sr. Presidente, a mecanização do corte de cana hoje está viabilizada economicamente, porque o custos agregados direta e indiretamente a remuneração do trabalhador duplicou. E, esta é uma realidade irreversível, mesmo que voltemos aos patamares anteriores, é que os investimentos na mecanização já estão amortizados, e estas máquinas tem vida útil sobrando; os nossos empresários são profissionais, e sabem mantê-las.
Sr. Presidente, pare com esta sangria que está sendo feita na economia pela carga fiscal, não tenha medo, o tempo é curto e a paciência já está se esgotando, proponha uma nova visão fiscal para o País.
Os nossos governantes tem que parar de dar esmolas a população, pensando que estamos beneficiando a maioria oprimida !!! Estão sim, humilhando as pessoas, todos querem trabalho digno, e que no fim do mês recebam pelo que produziram.
Sr. Presidente, o momento é agora pois, o Caixa está derramando e bem controlado, superávit na Balança Comercial e Fiscal, o Empreendedor está muito interessado em sair daquelas regiões polares, e fincar pé aqui no “pá tropi...” como diria o nosso querido Jorge Benjor.
Sr. Presidente, não adianta entrar na favela e meter bala na população, achando que está pegando traficante, tem que facilitar o trabalho voluntário, educar a criança, o jovem, o adulto, o velho. Permitir que pessoas iluminadas pela bondade e solidariedade, contribuam de maneira efetiva, sem medo de serem assassinadas, perseguidas e seqüestradas, oferecendo segurança.
Sr. Presidente, chega de discurso, lido ou de improviso, mãos a obra, ação...
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