ARTIGOS


Solidariedade

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Buscando a definição no “Dicionário Aurélio”, encontramos as seguintes, das quais podemos selecionar as mais adequadas em sentido:
Solidário - que partilha o sofrimento alheio, ou se propõe mitigá-lo (suavizar, abrandar, aliviar, diminuir, aclamar, atenuar);
Solidariedade - laço ou vínculo recíproco de pessoas ou coisas independentes; adesão ou apoio a causa, empresa, princípio, etc., de outrem; sentido moral que vincula o indivíduo à vida, aos interesses e às responsabilidades dum grupo social, duma nação, ou da própria humanidade.

Apesar de se propagar a necessidade de praticarmos a solidariedade, observamos que na prática estamos muito distantes do ideal.

O sentido formal da vida nos direciona a esquecermos a prática, achando que podemos ser ofendidos em nossos direitos.
Muitos de nós acreditamos que estender a mão, oferecendo ajuda, significa ceder os nossos bens, valores pecuniários, etc.. Que aquele ao qual nos dispomos ser solidário, irá se servir unilateralmente daquilo que oferecemos.

Interpretando pelo sentido espiritual da vida, passamos a entender outros aspectos da nossa existência, independente do credo religioso que adotamos para nos nortear.

O homem não é um ser único e oportuno. O homem é um ser comunitário, e como tal, tem direitos e obrigações de solidariedade.

Observemos esta pequena história, que alguém presenciou:
“Um dia, passando na rua, um homem me parou, pedindo dinheiro para comprar comida. Estava ele acompanhado da mulher e de uma criança com poucos meses de vida, sentada num carrinho. Não me pareceu ser indigente, alcoolista ou oportunista mendicante. Respondi que não tinha dinheiro e, perguntei, qual era o seu destino. Respondeu-me que, estava desempregado e que, vinham de uma determinada cidade do interior do Estado, a qual identifiquei distante mais de 600 km, para trabalhar como pedreiro na construção de um edifício. Porém, como era período de carnaval, a família que os recepcionaria estava viajando, segundo os vizinhos, daí ficaram sem ter para onde ir. Estavam dormindo em coberturas de praças, enquanto aguardavam o retorno dos amigos. Perguntei se na casa dos amigos, teriam condições de ficar, ao mesmo tempo em que os vizinhos poderiam ajudar. Aí ele lembrou, que um dos vizinhos sabia que eles estavam sendo aguardados, e que na casa tinha uma cobertura de estacionamento de veículo. A criança chorava, decidi pegá-la no colo, na tentativa de acalmá-la. Imediatamente, ela parou de chorar e sorriu, pegou no meu rosto e me beijou - tão pequena e frágil. O pai, antes preocupado com a minha iniciativa de pegar a criança no colo, agradeceu a sugestão, acreditando que seria uma alternativa mais racional. A mulher sorriu, e agradeceu dizendo – que Deus lhe acompanhe. Respondi: Deus me acompanha, e Ele está sempre com vocês, confiem e sigam seus caminhos. O casal mudou a fisionomia, a criança estendeu os braços para a mãe, despediram-se dizendo que iriam logo para a casa dos amigos...”

A solidariedade não condiciona a doação de bens ou valores, esta é uma opção individual.

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